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quarta-feira, 7 de janeiro de 2009

Assertividade

“É uma palavra que provém do latim assertio-onis, que significa afirmação, asserção.”
Assertio-onis tem também o significado de “reivindicação de homem livre” numa época em que havia escravatura.. O ponto de vista que nos interessa é este: assertividade entendida como direito do homem a ser livre e poder exercer como tal. Hoje em dia, o termo assertividade enriqueceu-se por ampliação (ao integrar aspectos psicológicos como o direito positivo).

a) aspecto psicológico do termo assertividade

Supõe ter auto-estima e conhecer-se a si mesmo.
● Auto-estima (ver o tema)
● Conhecer-se a si mesmo. Implica estar consciente das limitações de cada um. Por exemplo, se se não é um praticante de ténis não se pode pretender ganhar a final do Open dos E. U. A. Se não se estuda e se preparam os exames , só se pode passar por mero acaso ou estranha habilidade.

b) Aspecto legal do termo assertividade

Dá a possibilidade de exercer os direitos que nos assistem. Se o direito se exerce perante o próximo, é lógico pensar que também possa ser exercido contra nós. Há que ter em conta que o respeito que merecemos se ganhará na inter-relação.

Quanto à legalidade, há que considerar:
● A lei positiva, que permite exercer direitos e impõe obrigações.
● A ética e os princípios morais, que obrigam e gratificam o interior do nosso eu.
● Os bons costumes, que facilitam a educação, o entendimento e a relação social.

c) Aspecto misto do termo assertividade

Integrando o aspecto legal (exigir direitos, sem esquecer de assumir as obrigações que por responsabilidade nos cabem) e o psicológico (que se manifesta com atitudes e condutas) a assertividade implica basicamente:

● O direito a ser o próprio.
● Sentir apreço por si mesmo. Ter direito a sentir-se importante.
● Ter direito a agir e a opinar ainda que possa estar equivocado.
● Não permitir que os erros nos anulem emocionalmente.
● Admitir que se equivocou é o primeiro passo para converter um erro num trampolim para o êxito.
● Ter direito a não suportar pressões e poder dizer “não” (ou “sim”) sem ter que por isso de arrastar um sentimento de culpa.
● Ter direito a não sofrer pressões e poder dizer não.
● Ter direito a ser feliz e lutar por tal.
● Ter direito a exigir respeito dos outros.
● Assumir a obrigação de respeitar-se a si mesmo e aos outros.


Outros aspectos mistos da assertividade

● Progredir nos conhecimentos.
● Comportamentos e atitudes positivas.
● Ter direito a pensar e reflectir sem interferências.
● Fixar objectivos possíveis e adequados às nossas possibilidades e conhecimentos.
● Ter direito a superar-se pessoal e profissionalmente. Quem disse que não sou capaz?
● Poder cuidar da sua imagem sem cair no narcisimo.

quarta-feira, 17 de dezembro de 2008

Auto-estima

Por auto-estima entende-se a estima que cada pessoa tem por si mesma. Isto é, a auto-estima é a opinião e o juízo que temos de nós próprios.

Suponhamos que nos perguntam: “quem és tu?”. A resposta pode ser dada sob o ponto de vista profissional ou pessoal. O caminho que conduz à auto-estima assenta numa base com quatro "patas": aptidão, atitude, apreço e liberdade.

Aptidão. Dispor dos conhecimentos e habilidades necessários para realizar as tarefas profissionais. “Ser capaz de”, “ter idoneidade para” facilita a confiança no próprio para trabalhar com eficácia e eficiência.
Atitude. Os comportamentos deverão estar ajustados a um código ético e moral. Na empresa, os problemas convertem-se em chatices ou em oportunidades para a melhoria. Tudo depende da atitude pessimista ou optimista de quem enfrenta o problema.
Apreço. Respeito e consideração por si próprio, baseado num comportamento ético e moral. Temos respeito por nós próprios quando vivemos em coerência e sintonia com nós próprios.
Liberdade. A liberdade exerce-se quando podendo agir incoerentemente, se opta por um comportamento em sintonia com os valores que beneficiam o indivíduo e a sociedade.

Dispor de uma boa auto-estima permite ter uma boa saúde mental e é a base para o êxito e o desenvolvimento profissional.

Las normas de cortesia manifiestan com naturalidade y sin afectación valores profundos como la comprensión, la mutua tolerancia e incluso esa pizca de paciencia y sentido del humor, sin los cuales casi nada funciona como es debido en nuestra vida de cada dia”.
Fonte: Extraído del prólogo escrito por S. M. La Reina de España a El libro del saber estar. La urbanidad y los usos sociales, de Camilo López. Ediciones Novel. S.A.